Tag: vacina


Dia 182 – Mais vacinas


Era para termos vacinado o Biscoito na sexta-feira, mas por uma série de fatores acabamos não conseguindo. Como há vacinas que damos numa clínica particular e vacinas que damos no posto de saúde, temos que tomar bastante cuidado em relação ao tempo: as vacinas precisam ser dadas no mesmo dia, e não ia dar tempo. Então acabou ficando para segunda. O que não foi muito bom, pois tava fazendo um frio de lascar!

Na clínica tudo foi nos conformes. Tomou a P13 (pneumocócica). A moça nos perguntou em qual perna dar a vacina, e acabou sendo na esquerda. Péssima decisão. A picada doeu, como é de se esperar (e não doeu porque foi na perna esquerda, é porque a picada dói mesmo).  A única parte ruim foi que, após a aplicação da vacina, quando o Biscoito já estava vestido e tinha parado de chorar, inclusive rindo para moça, ela resolveu pegar a mão dele e dar um beijo. Nunca, repito, nunca se beija a mão de um bebê. Não é frescura, é proteção.

Corremos pro posto de saúde para dar as outras, que seriam a da pólio e a pentavalente. O posto estava vazio, sem ninguém esperando e sem ninguém em atendimento. E mesmo assim ficamos esperando uns 10 minutos. A espera em si não é o problema, mas estava frio e com um bebê no colo. Será que é tão complicado acelerar o atendimento para diminuir o tempo de exposição da criança ao frio?

A mulher aplicou a vacina contra pólio na perna direita, e ao aplicar na esquerda só disse: essa perna vai ficar bem dolorida, pois já teve uma vacina aplicada! Nós aplicamos a pentavalente na perna esquerda, deviam ter aplicado esta na outra perna.

Pombas, por que não aplicou a da pólio na esquerda e a pentavalente na direita, sozinha? Só porque é o procedimento? Isso é regra? Tem que ser assim pra vacina fazer efeito? Absurdo. A pentavalente nós sabemos que é dolorida, e não pela picada, mas pela vacina em si. O líquido é viscoso e portanto provoca dor. Mas vai discutir isso pra ver a picada que ela vai dar no seu filho…

Após as aplicações ela disse que se quiséssemos poderíamos dar a antigripal, mas achamos melhor não pois 4 picadas num mesmo dia é judiar demais do pequeno.

E novamente ele recebeu um beijo na mão. Qual é o problema desse povo que lida com saúde que não sabe o básico?


Dia 121 – E o Biscoito começou a ter memória


Neste dia nós fomos ao pediatra levar a filha de um casal de amigos queridos, já que eles não podiam, e a levamos justamente ao Dr. Atra (o pediatra do Biscoito).

No dia anterior havíamos dados as vacinas dos 4 meses, que é o repeteco das vacinas tomadas aos 2. Se houve reação com aquelas, haveria reação com estas obviamente. Demos uma vacina na clínica e três no posto de saúde. A vacina na clínica foi com picada, doeu, mas ele se acalmou rápido. Acredito que tenha sido o susto da vacina com a dor do momento da picada, mas logo ele se acalmou e no carro já estava bem.

Mas no posto…primeiro que demoraram até encontrar a ficha dele. Custava anotar os dados dele e depois preencher a ficha? Aliás, cá entre nós, em pleno século 21 onde um celular é quase tão poderoso quanto um computador utilizar uma ficha em papel, e também um computador? Qual o problema de usar apenas o meio eletrônico? Apenas divago…

Depois de encontrar a ficha, às vacinas. A rotavírus é tranquila, já que é via oral. Claro que metade ele acaba cuspindo, mas a dose já é pensada para isso mesmo. Mas aí vêm as picadas, duas. Uma em cada perna. A mais dolorida, a pentavalente, foi dada sozinha numa perna. Ele chorou. E muito!

A reação não tardou a vir! No mesmo dia, à noite, ele já estava febril e amuado. Demos Tylenol, conforme o Dr. Atra havia receitado, e torcemos para que fizesse efeito.

No dia seguinte as pernas já não doíam e nem estavam inchadas. Mas a febre persistia. Como íamos levar a filha de nossos amigos ao médico, aproveitamos para levar o Biscoito (até porque ele não iria ficar sozinho em casa, não é mesmo?) para ele dar uma olhada, pois a febre não estava dando trégua.

No consultório enquanto Mamãe entrava com a priminha, eu fiquei na recepção tentando dar a mamadeira pro Biscoito. Tentando, pois ele só tomou depois que a esquentamos! Não curte muito mamadeira fria mesmo.

Após a consulta o Dr. Atra pediu para entrar com o Biscoito para ele medir a febre. Na hora que o colocamos na maca, ele não chorou, ele não gritou…ele berrou! Não era um berro de desconforto, mas um berro de medo! Esse som entrou nos nossos ouvidos e até hoje o escutamos. O Dr. Atra não fez nada que nós já não tenhamos feito (e fazemos), que é pegar o termômetro e colocar embaixo do braço dele. Mas temos certeza que o fato de colocá-lo na maca o fez se lembrar das injeções do dia anterior, e então ele ficou apavorado que fosse tomar mais picadas!

Só se acalmou depois que saímos do consultório. Foi algo que se eu e a Mamãe soubéssemos que iria acontecer (a lembrança da vacina) certamente não teríamos pedido para o Dr. Atra medir a temperatura dele na maca. Espero que isso não o tenha marcado, mas teremos que tomar muito cuidado com as próximas vacinas.


Dia 88 – Dia de Vacinação


Chegou o dia de nova vacinação. Novo sofrimento. Novas picadas.

Desta vez foi o momento da meningocócica. Há três vacinas no mercado para proteger contra os meningococos, que são subdivididos em tipos: A, B, C, W e Y. A vacina gratuíta, dada no posto de saúde, protege apenas contra o tipo C, que segundo o Dr. Atra equivale a cerca de 70% dos casos de meningite no Brasil.

O tipo B equivale a 20% dos casos. O problema é que a vacina contra o tipo B é dada exclusivamente em clínicas particulares. E essa o Dr. Atra foi enfático: tem que dar! Um caso a cada 5 não é algo que se possa ignorar, realmente.

E os outros 10% equivalem aos outros tipos ou não identificados.

Na clínica há duas vacinas, resumindo: uma contra o tipo B, e outra conjugada contra os A, C, W e Y.

Mamãe e eu concordamos que seria melhor dar as duas na clínica, para ter mais proteção. Até porque o médico também disse que, caso aplicássemos apenas a C agora, no posto, no reforço de 1 ano seria muito aconselhável dar a mais completa (ACWY).

Nos preparamos como ele disse, dando o Tylenol 2 horas antes da aplicação e 3 horas após. Na clínica o Biscoito sentiu bastante as picadas! Ficou com a perninha inchada por uns 2 dias. Teve febre e ficou meio chatinho, sem dormir muito.

Aproveitamos e Mamãe e eu tomamos a antigripal também!

Daqui a um mês, nova visita ao posto e à clínica.


Dia 72 – Visita ao Pediatra


Mais uma visita ao Dr. Atra, mais algumas dúvidas sanadas, e mais algumas preocupações a caminho.

O Biscoito anda com o narizinho ruim, a ponto de às vezes não conseguir dormir bem por não respirar direito. O médico auscultou o peito dele e disse que o pulmão está completamente limpo. Menos mal! O problema é realmente no nariz e na fossa nasal, que está com sujeira, e a recomendação é continuar fazendo o que estamos fazendo: nada! Exceto pelo vidro de rinosoro semanal que colocamos nele (semanal no sentido de que toda semana compramos um). E continuar usando o aspirador nasal. E continuar dando banho com o chuveiro aberto para deixar o banheiro bem úmido. Ok, fazemos algo.

Momento revelação: quem usa o aspirador é a Mamãe! Admito que não consigo! 🙁

O Biscoito está ótimo de saúde, com 55 centímetros e pesando 5,420 Kg. Ou mais ou menos isso, pois ele não ficou quieto um único segundo em cima da balança, então o médico chutou um valor médio para o peso.

E falou da próxima vacina: contra os meningococos. No posto é dada a vacina contra o meningococo do tipo C (monovalente). Nas clínicas há outra vacina que previne contra os tipo A, W e Y, além do C (quadrivalente), e uma outra contra o do tipo B. A recomendação do médico é dar a vacina contra o tipo B na clínica, e a outra pode escolher entre dar no posto ou na clínica. A questão é que em algum momento o Biscoito terá que tomar a vacina quadrivalente para uma melhor proteção.

O problema dessas vacinas é que elas dão reação. Ele foi enfático! Vai ter reação, e disse inclusive que essa é a única vacina em que é recomendável dar remédio para o bebê antes da aplicação!

Teremos um belo final de semana… #sqn! Ainda bem que não será no final de semana do dia das mães!


Dias 60, 61 e 62 – As Vacinas


Que uma vacina daria reação nós já sabíamos. Que elas são doloridas, já imaginávamos. Que o Biscoito poderia ficar ruim, era quase uma certeza.

A reação não foi assim tão forte. Ele teve febre, mas com a recomendação do Dr. Atra demos Tylenol assim que chegamos em casa, e seguindo a bula foi de 5 em 5 horas até que tivéssemos certeza de que ele não estava mais quente.

Ele tomou quatro vacinas: pentavalente, rotavírus, poliomielite e pneumocócica.

A rotavírus é a mais tranquila, pois é em gotas, mas é uma que exige um cuidado extra não no bebê, mas naqueles que cuidam dele, pois o vírus é expelido pelas fezes e pode contaminar quem tiver contato com elas (as fezes). A ordem é sempre lavar muito bem as mãos após as trocas de fraldas. O problema não é “recontaminar” o bebê, mas sim contaminar os pais e estes ficarem doentes! Ele provoca a popular dor de barriga: diarreia, vômitos e, consequentemente, desidratação. Esta vacina possui um versão mais abrangente aplicada em clínicas particulares, mas aí ao invés de duas doses (como no posto de saúde), são três.

A pneumocócica protege contra doenças provocadas pelo pneumococo, como pneumonia, meningite, otite, sinusite, entre outras. No posto é dada uma versão que protege contra 10 variantes da bactéria. Na rede particular a vacina protege contra 13. Esta vacina o pediatra disse para tomar na rede particular de qualquer jeito! Recomendam 3 doses e uma quarta de reforço (fonte). Ela é dada através de injeção no músculo lateral da coxa. Não costuma provocar reação, exceto a dor da picada, e não deixa a perna doendo (pelo menos no Biscoito a perna onde levou essa não ficou dolorida).

A poliomielite é a famosa vacina contra a paralisia infantil, que nos bebês é dada através de injeção no músculo lateral da coxa. São 3 doses e uma quarta de reforço. Na rede pública a partir de um ano de idade é sempre por gotas (fonte). Não causa reação nem dor, exceto, obviamente, a picada.

A pentavalente é a vacina problemática. Ela protege contra difteria, tétano, coqueluche, infecções provocadas pela bactéria Haemophilus influenzae tipo b (como meningite, pneumonia e outras) e contém a segunda dose contra a hepatite B (a primeira dose foi dada ainda na maternidade). Na rede particular inclui a vacina contra a polio, eliminando uma picada no bebê! O problema é que essa vacina está em falta. É muito difícil de achar (e segundo a pediatra que nos atendeu na clínica a falta é mundial). Outra diferença da rede particular para a pública é que na particular a vacina contém apenas fragmentos de células dos agentes, enquanto que na rede pública são células inteiras. Essa diferença é que faz com que a vacina da rede pública quase sempre provoque reação, que normalmente se restringe à febre por 1 ou 2 dias. E ela dói!! Não apenas na picada, mas durante alguns dias a perna do bebê fica inchada e dolorida.

A dor é tanta que ela é sempre dada sozinha numa das pernas (acredito ser padrão que seja na esquerda), enquanto as outras duas, no caso de não ser a vacina hexavalente (pentavalente + polio), são dadas na outra perna. O Biscoito ficou com a perna esquerda bem dolorida na quinta (quando tomou a vacina) e na sexta. No sábado ele ainda sentia um pouco, e no domingo já estava ótimo. Fizemos bastante compressa.

Aliás, a compressa é uma caso a parte: tanto no posto de saúde quanto na clínica em que demos a pneumocócica a ordem foi fazer bastante compressa com água em temperatura ambiente! Nada de água quente nem gelada. Pensando mais friamente, faz sentido. O local onde a vacina foi dada fica inchado e quente. Se fizer compressa de água quente não vai ajudar a aliviar a dor, já que vai deixar o local mais quente ainda. Água gelada vai causar um desconforto muito grande no bebê (se num adulto já não é lá muito agradável, imagine num bebê). Portanto o melhor é mesmo a temperatura ambiente.

As noites foram os piores momentos, pois o Biscoito não queria dormir sozinho nem no bercinho colocado ao lado da nossa cama. No colo ele até ficava um pouco quietinho e descansava, mas era colocá-lo no berço para começar o berreiro. Nossa noite foi bem longa….ainda mais com o nosso querido aspirador de pó, esse da imagem ao lado, ter começado a funcionar quase que embaixo dele por volta das 23:30, logo depois que conseguimos fazê-lo dormir um pouco! Minha vontade foi de jogar o aspirador na parede e triturar cada pedacinho de plástico dele. Só que aí lembrei que ele começou a funcionar porque estava com a hora errada, e estava com a hora errada porque eu não a arrumei. O coitado não tinha culpa. Mas o Biscoito só voltou a dormir pra lá das duas da manhã…

Durante esse período ele ficou bem choroso, manhoso, e querendo/exigindo bastante atenção. Ainda bem que tivemos a atitude correta de dar as vacinas no início de um feriado prolongado. Não teria dado certo fazer isso no meio da semana.


Dia 59 – Presente de Grego


Na quinta-feira o Biscoito completou 2 meses. É, eu sei! Não são 60 dias. Quem mandou nascer em fevereiro?

E foi o dia escolhido para dar as temidas vacinas. Escolhemos esse dia pois foi véspera de feriado prolongado, então posso ficar 100% do tempo com o Biscoito e com a Mamãe.

O Dr. Atra foi enfático: pode dar todas as vacinas no posto de saúde, exceto a pneumocócica, que protege contra pneumonia e meningite. Essa ele recomendou fortemente a dar em clínica particular, pois a da clínica protege contra uma quantidade maior de variações da bactéria.

Haveria outras duas vantagens em dar todas as vacinas na clínica: uma picada a menos (no posto são 3 e na clínica 2) e reação às vacinas (na clínica quase não há reação). Os problemas são o custo (apenas a pneumocócica custa em média R$ 300,00) e a falta de uma das vacinas! Ela está em falta quase que no mundo inteiro, segundo a pediatra da clínica (apenas em alguns lugares dos Estados Unidos e da França pode ser encontrada, segundo ela).

Então não tivemos muitas opções e fomos dar as vacinas no posto, exceto a pneumocócica.

Infelizmente, de novo, não pude estar junto à Mamãe e ao Biscoito na aplicação da vacina. Quando nos chamaram a moça disse que precisava da carteirinha do SUS do Biscoito. Então fui tirar a senha para o atendimento para fazê-la. E na hora que chamaram meu número foi a hora que começaram a dar as vacinas. Quase desisti de ir e pegar outra senha depois. O problema é que tínhamos que sair correndo do posto pra clínica dar a vacina que faltava, pois ela precisava ser dada no mesmo dia, ou então só no mês que vem!

Do balcão ouvia o choro do Biscoito, e a vac….atendente não me deixou ir até a sala de vacinação dizendo que precisava de algumas informações, as quais poderia ter perguntado depois ou esperado um pouco.

Voltei à sala e o Biscoito estava no colo da Mamãe, choroso, e a Mamãe com cara de assustada. Mas ela aguentou forte!

Na clínica chegamos um pouco antes de um casal com uma menina, que foram tomar a vacina contra a gripe. Mamãe falou para eles passarem à frente para a criança não se assustar com o choro do Biscoito ao tomar a vacina. Essa é a Mamãe! Mesmo com o coração apertado pelo sofrimento do Biscoito ainda pensa nos outros!

A noite foi longa. Houve um bolinho para comemorar os 2 meses do Biscoito feito pela Mamãe, delicioso! Mas o Biscoito ficou muito choroso, e só dormiu conosco, na nossa cama. Claro que ele ficou com metade da cama e a Mamãe e eu espremidos na outra metade.

Está febril, mas pelo menos sem muita dor na perna, aparentemente. Essa reação era esperada.

Dentro de um mês nova vacinação.