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Doutor cheio de graça


Ontem foi dia de consulta no pediatra do Gael. Eu estava com um pouco de receio que ele dissesse que estava ficando acima do peso. Na medição ele está com 6.755 gramas. Mas pela curva peso/altura está perfeito! Não mudou de curva desde que nasceu e continua firme e forte nela.

Só que teve bronca. Pra mim! O motivo? Não fui na consulta! Como ela foi marcada para o começo da tarde, assim não seria necessário levar o Tom (pois estaria na escolinha), eu acabei não indo para não ter que sair cedo do trabalho. E ele disse que esgotei minha cota de faltas a consultas do ano. Detalhe: esta foi a primeira consulta de 2019.

Mas ele está certo. Como pai eu tenho a obrigação de acompanhar tudo sobre os filhos, de saber o que está acontecendo, como está o desenvolvimento, e estar junto sempre neste começo de vida.

De resto está tudo ótimo com nosso pequeno. Houve recomendação para evitar viagens a determinados locais que são focos de febre amarela e ele não pode ser vacinado ainda…além de ser muito difícil manter pernilongos afastados daquela gostosura!


Dia T533 – E a primeira palavra é…


Durante algum tempo o Biscoito falava mama, papa mas nós tínhamos certeza que não era se referindo a nós, mas sim apenas os fonemas, assim como gugu, dada e etc. Depois ele simplesmente parou de emitir qualquer palavra. Até ficamos preocupados, mas o Dr. Atra disse que meninos demoram mais para falar, que isso só deve ser preocupante após os 2 anos de idade. E ele ainda está longe disso!

Depois começamos a achar que a primeira palavra seria Luna, ou não, de tanto que ouve. Mas antes de aprender a dizer não ele aprendeu a sinalizá-lo! Balança a cabeça de um lado pro outro em sinal de negação. Mesmo quando quer dizer sim, obviamente.

Às vezes quando estamos brincando com ele, principalmente na brincadeira predileta, que é subir e descer escadas, ficamos contando os degraus. E escutamos ele repetindo os sons baixinho. Não dá para dizer que está contando nem falando efetivamente os números. Apenas faz um chiado semelhante ao som.

Mas neste 533o. dia de vida, em casa, com a Mamãe, ele finalmente pronunciou a primeira palavra efetiva! Pelo que a Mamãe contou, ele falou devagar, pausado, e assim que terminou olhou pra ela com um olhar do tipo o que eu fiz? O que foi isso?

E a primeira palavra dele foi……Peppa!!!! Sim, ela mesma, a porquinha!

Agora é que eu não paro mais de cantar bing bong boo…bing bong bing….bing bong….


Dia 178 – A consulta mais esperada


Essa era uma consulta especial com o Dr. Atra. Seria a consulta em que receberíamos as informações para a primeira grande mudança na vida do Biscoito: a introdução de alimentos!

Primeiro vamos entrar com frutas, sempre amassadas na forma de papa, uma vez por dia. A recomendação de qual fruta dar foi bem clara: qualquer uma! Se quisermos dar ciriguela tá liberado!! Só teríamos que tomar cuidado pra não dar nenhuma fruta muito exótica pois ela precisa ser dada por alguns dias, então se der algo difícil de encontrar, vai ser difícil de continuar dando.

Nós reduzimos as opções de alguns milhares de frutos para quatro: maçã, pera, mamão e banana. O mamão foi logo retirado pois ele tem efeitos laxativos, e tudo que não queremos é um Biscoito mais cagão ainda e justo na sua primeira fruta!

A banana seria a última das opções, pela já mitológica aversão que a Mamãe tem a ela, e que inclusive rende muitas piadas: a pergunta mais recorrente na vida do Biscoito não é que faculdade ele fará, mas se comerá banana!

Ele também começará a tomar sopinha, mas só depois que já estiver comendo as frutas.

Na consulta foi tudo bem! Desta vez ele mais cresceu mais do que engordou, o que é bom pelo lado de que algumas roupinhas já estavam ficando apertadas, mas ruim porque outras roupinhas já ficam curtas! Mas é a vida e a tendência: se comprarmos roupas que ficam justas pra ele agora, provavelmente só as usaremos um par de vezes e nunca mais!

Pela primeira vez ele foi pesado e ficou sentadinho na balança! Ou seja: pela primeira vez temos o peso exato dele, e não uma estimativa (ele sempre ficava se debatendo na balança, e portanto a medida nunca era exata)!

E saímos com a indicação de dar a vacina antigripal, mesmo com o inverno já quase terminando! É que ele talvez já vá pra escolinha, e aí terá contato com outras crianças que podem estar com o vírus da gripe…e não vai ser legal ele ficar doente!


Dia 121 – E o Biscoito começou a ter memória


Neste dia nós fomos ao pediatra levar a filha de um casal de amigos queridos, já que eles não podiam, e a levamos justamente ao Dr. Atra (o pediatra do Biscoito).

No dia anterior havíamos dados as vacinas dos 4 meses, que é o repeteco das vacinas tomadas aos 2. Se houve reação com aquelas, haveria reação com estas obviamente. Demos uma vacina na clínica e três no posto de saúde. A vacina na clínica foi com picada, doeu, mas ele se acalmou rápido. Acredito que tenha sido o susto da vacina com a dor do momento da picada, mas logo ele se acalmou e no carro já estava bem.

Mas no posto…primeiro que demoraram até encontrar a ficha dele. Custava anotar os dados dele e depois preencher a ficha? Aliás, cá entre nós, em pleno século 21 onde um celular é quase tão poderoso quanto um computador utilizar uma ficha em papel, e também um computador? Qual o problema de usar apenas o meio eletrônico? Apenas divago…

Depois de encontrar a ficha, às vacinas. A rotavírus é tranquila, já que é via oral. Claro que metade ele acaba cuspindo, mas a dose já é pensada para isso mesmo. Mas aí vêm as picadas, duas. Uma em cada perna. A mais dolorida, a pentavalente, foi dada sozinha numa perna. Ele chorou. E muito!

A reação não tardou a vir! No mesmo dia, à noite, ele já estava febril e amuado. Demos Tylenol, conforme o Dr. Atra havia receitado, e torcemos para que fizesse efeito.

No dia seguinte as pernas já não doíam e nem estavam inchadas. Mas a febre persistia. Como íamos levar a filha de nossos amigos ao médico, aproveitamos para levar o Biscoito (até porque ele não iria ficar sozinho em casa, não é mesmo?) para ele dar uma olhada, pois a febre não estava dando trégua.

No consultório enquanto Mamãe entrava com a priminha, eu fiquei na recepção tentando dar a mamadeira pro Biscoito. Tentando, pois ele só tomou depois que a esquentamos! Não curte muito mamadeira fria mesmo.

Após a consulta o Dr. Atra pediu para entrar com o Biscoito para ele medir a febre. Na hora que o colocamos na maca, ele não chorou, ele não gritou…ele berrou! Não era um berro de desconforto, mas um berro de medo! Esse som entrou nos nossos ouvidos e até hoje o escutamos. O Dr. Atra não fez nada que nós já não tenhamos feito (e fazemos), que é pegar o termômetro e colocar embaixo do braço dele. Mas temos certeza que o fato de colocá-lo na maca o fez se lembrar das injeções do dia anterior, e então ele ficou apavorado que fosse tomar mais picadas!

Só se acalmou depois que saímos do consultório. Foi algo que se eu e a Mamãe soubéssemos que iria acontecer (a lembrança da vacina) certamente não teríamos pedido para o Dr. Atra medir a temperatura dele na maca. Espero que isso não o tenha marcado, mas teremos que tomar muito cuidado com as próximas vacinas.


Dia 72 – Visita ao Pediatra


Mais uma visita ao Dr. Atra, mais algumas dúvidas sanadas, e mais algumas preocupações a caminho.

O Biscoito anda com o narizinho ruim, a ponto de às vezes não conseguir dormir bem por não respirar direito. O médico auscultou o peito dele e disse que o pulmão está completamente limpo. Menos mal! O problema é realmente no nariz e na fossa nasal, que está com sujeira, e a recomendação é continuar fazendo o que estamos fazendo: nada! Exceto pelo vidro de rinosoro semanal que colocamos nele (semanal no sentido de que toda semana compramos um). E continuar usando o aspirador nasal. E continuar dando banho com o chuveiro aberto para deixar o banheiro bem úmido. Ok, fazemos algo.

Momento revelação: quem usa o aspirador é a Mamãe! Admito que não consigo! 🙁

O Biscoito está ótimo de saúde, com 55 centímetros e pesando 5,420 Kg. Ou mais ou menos isso, pois ele não ficou quieto um único segundo em cima da balança, então o médico chutou um valor médio para o peso.

E falou da próxima vacina: contra os meningococos. No posto é dada a vacina contra o meningococo do tipo C (monovalente). Nas clínicas há outra vacina que previne contra os tipo A, W e Y, além do C (quadrivalente), e uma outra contra o do tipo B. A recomendação do médico é dar a vacina contra o tipo B na clínica, e a outra pode escolher entre dar no posto ou na clínica. A questão é que em algum momento o Biscoito terá que tomar a vacina quadrivalente para uma melhor proteção.

O problema dessas vacinas é que elas dão reação. Ele foi enfático! Vai ter reação, e disse inclusive que essa é a única vacina em que é recomendável dar remédio para o bebê antes da aplicação!

Teremos um belo final de semana… #sqn! Ainda bem que não será no final de semana do dia das mães!


Dia 45 – O dia P


No dia que o Biscoito faz 45 rotações da Terra voltamos ao Dr. Atra. Segunda consulta (tirando o retorno), e o momento da verdade: saber quanto está pesando!

Mamãe e eu fizemos um bolão: ela apostou em 4,150kg. Eu em 4,250kg. Mas ambos ficaríamos muito felizes se ele passasse dos 4kg.

A balança demorou um pouco para fixar no peso, e a emoção de ver quanto poderia ser impediu que eu visse o valor nela. O médico cravou 4,445kg!

A felicidade de ver que ele não só recuperou o peso que tinha perdido como ganhou bastante, inclusive em tamanho (passou de 45cm para 52cm), foi imensa! Saber que mesmo com as adversidades e com a falta de experiência estamos conseguindo fazer nosso bebê crescer com saúde não tem preço!

O Biscoito foi examinado de cima a baixo, e fora uma possibilidade de refluxo (algo normal) e das cólicas, ele está ótimo!

Agora tomará um remédio, ou quase um yakult infantil, já que tem lactobacilos vivos (que não são os casei Shirota) para tentar prevenir as cólicas.

E dentro de 15 virão as vacinas. As temidas vacinas dos 2 meses.


Dia 9 – visita ao pediatra


Chegou o dia de levar o Biscoito para a primeira consulta ao pediatra. Mamãe estava bem preocupada, mas não tinha me falado nada. O motivo tinha sido uma foto tirada dois dias antes onde o Biscoito aparecia com olheiras, órbitas oculares bem marcadas, e magro.

O médico foi extremamente atencioso, como já tinha sido antes em contato telefônica prévio e também pelo Whatsapp. Tínhamos uma tonelada de dúvidas que ele sanou uma a uma. Ele demonstrou ser um médico não muito xiita. Houve apenas 3 coisas que ele enfatizou bastante: jamais andar com ele no carro sem que esteja no bebê conforto, nunca deixar ele dormir de lado sem ninguém estar supervisionando, e não deixar de dar fórmula se estiver mamando no peito e emagrecendo (claro que cada caso é um caso, e o pediatra é quem tem a última palavra!).

O bebê conforto é por uma questão de segurança mesmo. Qualquer batida com o veículo e o bebê pode sofrer graves ferimentos. Quanto a dormir de lado, a questão é simples: dormindo dessa forma ele pode acabar virando de barriga pra baixo e sufocando, assim como pode ter algo do lado do corpo com o qual ele também pode se sufocar.

Na parte do exame em si do Biscoito, o pediatra ficou impressionado com a força dele! O Dr. Atra colocou o Biscoito na maca, de barriga pra baixo, e pôs a mão nos pés dele….e não é que o menino minhocou? Com a força das pernas ele erguei o quadril, esticou as pernas, e foi pra frente!

Olhou tudo que tinha pra olhar, e parecia tudo bem. Até a hora de pesar. O Biscoito nasceu com 2,800Kg, saiu da maternidade com 2,500Kg, e ali naquela consulta ele estava com 2,300Kg! Por pouco não vejo a Mamãe desmaiando. Foi um baque gigantesco.

Imediatamente o Dr. Atra mandou entrar com fórmula para complementar as mamadas. Pelo menos 30ml após cada uma.

Mas ele fez questão de nos tranquilizar dizendo que o Biscoito estava bem, não estava desidratado, respondia a todos os estímulos e o principal: não parou de mamar!

Saímos da consulta com a certeza de ter encontrado um pediatra muito bom, apesar de ser um pouco longe de casa, e não atender pelo convênio. Mas a primeira consulta foi muito boa, e antes mesmo dela já nos tinha “atendido” por telefone e por Whatsapp.

O retorno ficou para a semana seguinte.


Dia 4 – ida ao hospital


O dia estava correndo razoavelmente bem, até que no final da tarde o Biscoito começou a chorar muito. Mas chorar de se esguelar mesmo!

Nós, país de primeiríssima viagem, ficamos preocupados. Não sabíamos se era fome, cólica, frio, calor, sede (não tinha passado pela minha cabeça, por incrível que pareça, que às vezes o bebê pode querer mamar porque está com sede!), então virei pra Mamãe e falei “troca de roupa que vamos pro hospital”.

Nossa sorte é que Mamãe manteve a calma nessa hora (ela já tinha ficado nervosa com o choro, mas se acalmou quando disse para ir ao hospital). Muita sorte pois ficamos uns 10 minutos tentando colocar o Biscoito no bebê conforto! Não conseguia de jeito nenhum acertar o encaixe do cinto.

Após conseguir ajeitar o Biscoito, o próximo detalhe que esqueci: qual hospital??? Já na rua, andando com o carro, verificamos se o plano de saúde cobria o Sabará. Sim. Lá fomos nós.

Na ida para o hospital já ficou claro que ele curte um carro, para variar. Só começou a chorar quando o carro ficou parado até decidirmos onde ir.

No hospital fomos atendidos rapidamente, pois além de ser recém-nascido havia pouco movimento. No pré-atendimento o primeiro susto: a temperatura dele era de 38.6 graus! Nessa hora eu vi a Mamãe congelando. A enfermeira disse que ele estava com muita roupa, por isso devia estar com essa temperatura. Pediu para tirar um pouco e em 10 minutos mediria de novo. Não deu outra: baixou!

A médica que nos atendeu disse que não havia nada de errado com ele. Então voltamos pra casa mais tranquilos, até porque ele tinha ganhado um pouco de peso: estava com 2,540Kg. Então a principal preocupação da Mamãe, que era não estar conseguindo dar leite para o Biscoito, passou.

Nos deu diversas recomendações, e a Mamãe até brincou que faltou apenas uma coisa: o telefone do consultório dela para marcarmos uma consulta. Mas ela atende apenas no hospital, e ao sair disse que se precisássemos estaria novamente no plantão no dia seguinte (e depois só dentro de 15 dias). Agradeci e disse esperar não precisar!


Dia 3 – dia de ir pra casa!


Durante a madrugada o Biscoito foi levado ao berçário para retirar sangue para fazer alguns exames. Nós o acompanhamos, claro. Não íamos deixá-lo sozinho lá de forma alguma.

A maioria dos bebês estava chorando, mas o Biscoito estava tranquilo e sossegado, dormindo.

Quando chegou a vez dele, a enfermeira o pegou, levou até a bancada, e na hora de fazer a coleta de sangue, que é feita através da veia da mão, o Biscoito continuou calmo e sereno, agarrando inclusive a mão da enfermeira, como que dizendo “calma, eu sei que pode doer em mim, mas eu aguento”!

Depois da coleta a enfermeira não aguentou e deu um beijo nele. Depois nos disse que não tinha mesmo aguentado a fofura do Biscoito!

Ele voltou ao quarto conosco, e voltou para a fototerapia.

A Mamãe já estava com alta do obstetra, mas ainda faltava a alta do Biscoito. De manhã veio o pediatra conversar conosco, dando todos os resultados do exame da madrugada. Tudo normal! A única coisa que ele pediu é que déssemos um banho de sol todo dia, por cerca de 10 minutos, por causa da icterícia.

Aqui vale um parênteses: o que há de errado nas pessoas que chegam para falar com a gente sem antes escovar os dentes ou mascar um chiclete que seja? E ainda quer falar de perto!

O pediatra comentou sobre o peso. Ele nasceu com 2,805Kg, e nesse dia estava com 2,500Kg. Ele disse que é normal essa perda de peso, que os bebês nascem com uma reserva, e que a perda de peso dele estava dentro do padrão (mas por pouco).

O Biscoito recebeu alta, com uma recomendação de tomar complemento (fórmula) caso ele não fizesse xixi por 3 mamadas seguidas. Mas foi só uma recomendação. E também marcar pediatra para no máximo 7 dias depois…o problema é que tínhamos o carnaval no meio do caminho, então levaria um pouco mais de tempo.

Sair da maternidade carregando seu filho é algo que não tem explicação! Não é só o fato de sair com a Mamãe e o Biscoito bem, mas o fato de que a partir daquele momento, quase sempre, ao sair nunca mais seremos apenas Mamãe e eu, mas Mamãe, Biscoito e eu! Seremos 3 pessoas, seremos uma família!

E o medo de dirigir carregando seu filho no banco de trás, no bebê conforto? Parece que cada carro que chega mais perto vai bater e imediatamente adoto uma postura de direção defensiva. Sempre que andava com a Mamãe, já grávida, eu ficava com este medo. Mas com o Biscoito ali, visível pelo retrovisor, segurando a mão da Mamãe, o medo é muito maior!

Chegamos em casa e começamos o processo de aprendizado de tentar cuidar de um recém-nascido.