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Despedidas


Quando se tem um bebê sempre há elementos que algum dia deixarão de ser usados. Uma calça que fica apertada, uma meia que marca o pé, uma chupeta que de tanto usar já mudou de cor.

Há outros que ficamos esperando ansiosamente para que sejam aposentados, como as fraldas. Não gastar mais dinheiro com cocô é um sonho. Ou as mamadeiras, terminando com o ritual de lavar e esterilizar – ou sair correndo porque o bebê está com fome e não tem nenhuma limpa.

Mudanças de brinquedos também entram na dança. Saem os brinquedos coloridos que fazem barulho para os brinquedos que fazem muito barulho e que podem não ser tão coloridos. E também entram os brinquedos com vida própria, implicando em manter um estoque de pilhas e um rombo na carteira ou tentar sociedade na Duracell.

Hoje damos adeus a uma companheira de longas jornadas, utilizada quase que ininterruptamente nestes últimos 2 anos e 7 meses. Ela que nos foi muito útil e necessária, permitindo que nossas bebês crescessem saudáveis sem nenhuma dor de barriga (exceto as causadas pelos dentes, mesmo com os médicos dizendo que não tem nada a ver), ela que era presença certa na nossa cozinha, quase sempre visível sobre o fogão. Ou às vezes até em viagens!

Um adeus caloroso, não muito saudoso, a você, panela de vidro, utilizada para esterilizar a água das mamadeiras. Muito obrigado pelos serviços prestados!

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Obrigado, panela!

Como o Gael já está mais desenvolvido e com sistema imunológico mais forte não há mais necessidade de esterilizar a água usada nas mamadeiras. Sem contar que ele já está comendo, inclusive frutas, então faz menos sentido ainda.

Agora a panela irá se juntar às outras panelas, no armário, para usos menos nobres, como fazer caldas, molhos…


A primeira fruta


O Gael está perto de completar 6 meses, então também chegou o momento do primeiro grande passo na vida dele: começar a comer!

Escolhemos o sábado, assim tanto eu quanto a Mamãe poderíamos acompanhar as primeiras mordidas dele (não que ele já tenha dentes para morder, é apenas figura de linguagem…apesar que já notamos que os dentinhos estão começando a aparecer). Fomos atrás das frutas torcendo para que não acontecesse o mesmo que rolou com o Tomás.

Tivemos mais sorte e deu para comprar várias frutas pro caso de alguma não estar boa pra ele. Mas a escolha mais óbvia, claro, foi a banana! Para deleite da Mamãe! Conseguimos comprar 4 bananas maduras, prontas para o consumo. E também mais algumas ainda um pouco verdes, para o resto da semana.

Ao chegar em casa eu fui provar uma das bananas para ver se estava boa. Passou no controle de qualidade. Deixei em cima da pia enquanto montávamos a cadeirinha, limpávamos o pratinho, em suma, preparávamos o ambiente. O Tomás viu a banana e só parou de gritar quando demos pra ele. Aquela que já estava aberta. Não aceitou uma nova.

Então lá fui eu pegar outra banana para dar ao Gael. Cortei um pedacinho para amassar, outro pedacinho para dar na mão dele…e o resto obviamente o Tomás pediu de novo e comeu.

A primeira colherada da banana amassada o Gael fez uma cara do tipo “o que é isso que vocês estão me dando? Eu quero tetê, não esse troço melado”! Na segunda colherada já não fez careta…e daí em diante foi comendo a banana. O pedacinho que separamos pra ele pegar era pequeno demais, então não conseguia segurar. Peguei outra banana para dar um pedaço maior pra ele. E obviamente o Tomás comeu o resto.

No domingo, após o almoço, demos melancia para o Tom, e a Mamãe acabou pegando um pedaço pequeno para dar ao Gael. Ele chupou sem muita empolgação no começo, mas depois até segurou sozinho e levou na boca!

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No final do dia, mais um pouco de banana. Dessa vez o pedacinho amassado foi todo comido, e o pedaço maior que era pra ele segurar acabou também sendo mordido! Ele deu várias bicadinhas em volta!! E quem comeu o resto da banana? Não, não foi o Tom! Foi o Papai mesmo!

Acho que começamos bem com a introdução alimentar do Gael!

Que venham o feijão e a costela!!


A pior parte de ser pai


As pessoas dizem que há várias coisas ruins na paternidade. Um campeão talvez seja trocar as fraldas do filhote. Não é agradável pegar uma fralda com os restos de um caldo de feijão, sem dúvidas. Até porque as chances de sem querer enfiar a mão onde não deve são grandes, ou se a criança for um pouco serelepe jogar a fralda longe – ainda aberta – é um risco a ser considerado.

Não é gostoso levar a criança tomar uma injeção. Precisar ser segurado, levar uma picada, ter um líquido estranho colocado dentro do corpo, e depois ainda ficar com a perna dolorida não é algo que possamos chamar de um bom programa. Sem esquecer da quase certa febre depois de um tempo.

Quando começa a comer o desejo de todo pai é que use os talheres, e que tenha coordenação motora ótima para levar o garfo certinho até a boca, sem derrubar um único grão de arroz. Mas esse desejo apenas o Alladin pode conseguir, porque na vida real vai sujar a cadeirinha, a mesa, a roupa, o chão em volta, e aquele que o pegará depois da refeição para limpar.

Outro sonho é falar para a criança “vai dormir que está na hora”, e magicamente ela vai para a cama, se deita e dorme. Sem precisar preparar uma mamadeira, sem contar histórias, sem deitar junto, sem chorar nem resmungar, e dormir a noite inteira.

Só que eu penso que tudo isso faz parte da vida, do aprendizado, do crescimento. Uma fralda suja indica que a criança está comendo e bebendo líquidos, que o corpo está processando os alimentos e que ela está saudável. A sujeira que faz ao comer demonstra que a criança está explorando o ambiente, fazendo experimentos! Ao pegar a comida com a mão está sentindo a textura, ao expremer o gomo da tangerina está vendo de onde sai o suco que bebe ao colocá-lo na boca. Em última instância está se divertindo.

Justamente por ser criança e ter tantas coisas a aprender, a ver, sentir, é que não quer dormir. Para eles dormir é uma perda de tempo! São horas a menos de brincadeiras, de convívio com os pais. Não pensam que são horas de descanso e de recarga de energias para poder continuar brincando.

As injeções são para evitar doenças. E aqui chegamos no motivo deste texto, e naquilo que considero a pior parte da paternidade. Ver o seu filho doente, qualquer doença que seja, dói. Machuca. Ver o nariz escorrendo e tendo dificuldades de respirar, impedindo que ele gargalhe, é uma faca passando pelo peito. Pegar no colo porque está chorando e não saber o motivo, é desesperador (pode ser porque está com fome, mas nada o apetece, ou está como sono mas não consegue dormir, ou simplesmente porque está desconfortável e nada resolverá o problema).

Ver o filho doente, na verdade, não é a pior parte de ser pai. Existir uma pior parte significa que existem outras ruins. Tudo que coloquei acima não acho ruim, pois são coisas naturais. Doenças fazem parte da vida, mas não são algo pelo qual deveríamos passar. Então elas não são a pior parte de ser pai: elas são a única coisa ruim de ser pai.

 


Esse…esse…buááá!


O Tomás, durante o curso de férias da escolinha, janta lá. Ou pelo menos dizem que sim, pois sempre que nós vamos jantar, se ele ainda está acordado, também quer comer. Considerando a energia que esse menino tem, até faz sentido ele ter dois ou três almoços e jantares por dia.

Ontem foi um desses dias em que sentamos para jantar e ele ainda estava acordado. Então se juntou a nós. A Mamãe, sábia, deu um sorvete pra ele. Assim poderíamos ter um pouco de paz durante o jantar. O menu do dia era hambúrguer. Então na mesa estavam os sanduíches de cada um, mostarda e catchup. Ele não pode ver o pote de catchup. Ele ama catchup, para nossa tristeza.

Ficou apontando até que colocamos um pouco no prato dele. Lembra do sorvete? Pois é, estava no prato também. Ele comeu um pouco de sorvete com catchup. Mas ficou pedindo cada vez mais, chorando, fazendo birra. E nesse meio tempo o Gael acordou pois era quase hora de mamar. Imagina a cena: Mamãe, Bisa e eu tentando comer, Tomás chorando porque queria catchup, Gael chorando no carrinho porque queria mamar.

Fizemos o possível: Mamãe pegou o Gael, eu engoli meu sanduíche e peguei o Tomás pra dar banho. Praticamente não conversei com ele. Dei o banho, coloquei o pijama nele, preparei a mamadeira e fomos para o quarto. Ele tomou o leite e deitou.

Normalmente eu fico deitado com ele, com a cabeça numa almofada e deixo ele deitar em cima do meu braço. Para brincar um pouco ele fica trocando a almofada que está embaixo da minha cabeça. Como estava bravo com ele (na verdade não estava assim tão bravo, mas tinha que demonstrar que sim), não deitei junto, ficando apenas sentado na cama. O safadinho pegou a almofada e colocou atrás da minha cabeça, por conta própria. Aí deitei, ele colocou a cabeça em cima do meu braço esticado, e dormiu.


Se meu berço chorasse


O Gael é um bebê calmo, muito calmo! Ele chora em alguns poucos casos.

Pode estar com fome, o que é fácil de saber: basta fazer as contas para saber o horário da mamada. Se estiver perto, coisa de 20 minutos mais ou menos, pode apostar que é dar a mamadeira que ele se acalma. E durante o dia raramente o intervalo entre mamadas passa das 3 horas! À noite já é relativamente comum ele espassar os intervalos.

Outro motivo de choro pode ser o desconforto, principalmente com a fralda. Ele faz muito, mas muito xixi!! Faz tanto que tivemos que trocar a marca da fralda porque a anterior não segurava à noite. Então se a fralda estiver cheia pode apostar que vai ter reclamação. E também odeia ficar com cocô. Mas até aí quem gosta, não é?

Sono. Este também é um grande motivo para choro do Gael. E junto a ele aparece um dos principais motivos de reclamação do pequeno: ficar no bercinho (que por enquanto não é exatamente o berço, mas o moisés do carrinho). Ele fica por algum tempo, mas tem que ter alguém junto! Sozinho nem pensar!

Para colocar ele pra dormir cada um tem sua tática em casa…a Mamãe dá um pouco de peito. Eu, na ausência desse equipamento, tenho que ficar com ele no colo. E o melhor: não posso ficar sentado! Assim que eu sento o altímetro dele dispara e junto vem o bico, o lábio tremendo, a lágrima dos olhinhos e o berreiro. Nessa exata ordem. Tenho que ficar andando com ele e chacoalhando. Ele vai dar uma resmungada e logo em seguida vai fechar os olhos. Claro que até resmungar podem se passar algumas horas.

No carro ele é exatamente como era o irmão: carro parado, choro constante. Carro andando, silêncio. E o velocímetro já funciona muito bem, obrigado. Assim que o carro começa a diminuir a velocidade e baixa dos 20Km/h, ele já começa a reclamar.

O melhor de tudo são as gargalhadas que ele dá! E também as altas conversas filosóficas com todos que se dispõem a dar atenção a ele! Se o Tomás não se cuidar, o Gael começa a falar antes que ele.


Das Pequenas Coisas


É fascinante acompanhar o desenvolvimento de uma criança, as pequenas descobertas, o surgimento de manias, e os atos inesperados deles.

O Biscoito come bem, e come de tudo, por enquanto! Dizem que quando chega por volta dos 2 anos ocorre uma mudança alimentar onde tudo que comia até essa idade deixa de comer. Espero que não aconteça. Mas ele tem um costume: adora comer com um garfo ou colher. Só que não usa o talher para comer…o objetivo é apenas segurá-lo. Não importa se é uma coxa de frango, arroz com feijão, tomate ou sopa, ele come com a mão. E se não estiver segurando alguma coisa, reclama, chora e esperneia até darmos algo.

O fato dele comer com a mão até certo ponto é culpa nossa, que o incentivávamos a pegar os alimentos com a mão para sentir a textura. Talvez isso dê um pouco de trabalho quando ele for pra escolinha, nos dá trabalho hoje pois após as refeições sempre rola um mini-banho para tirar os restos de comida do cabelo, pescoço, roupas, cadeirinha, chão, mesa…mas eu particularmente acho ótimo! Ver ele comer bem, de tudo e sem frescura me deixa contente.

Quando vamos sair, sempre pedimos pra ele ir buscar um brinquedo para levar. E ele sempre sabe o que pegar! Não fica olhando aqui e ali procurando algo. Vai direto no que quer! Teve um dia que estávamos saindo, já um pouco atrasados, então nós esquecemos de pedir pra ele. A Mamãe já estava segurando a porta do elevador, com ele, e eu fechando a casa. O Biscoito entrou de novo em casa, “correndo”, foi no meio da sala e pegou um brinquedo da pilha que tava ali. Nem titubeou no brinquedo, ele já sabia o que queria. E saiu correndo de volta pro elevador.

Se ele quer algo que está guardado, não tem tempo ruim. Pega a Mamãe ou eu pela mão, leva até o quarto, mostra onde o brinquedo está para que nós abramos a caixa, pega o brinquedo e volta pra sala com ele na mão.

Um calçado que nós usamos muito é um sandália crocs. É feia? É!! De doer! Mas é muito confortável, fácil de colocar e fácil de tirar (depois que você aprende, claro), e dá pra usar com meia nos dias frios e sem nada nos dias quentes. Mas ela tem um defeito (ser feia nem conto mais como defeito, diria que já é uma característica): pega cheiro muito fácil! Ou então o Biscoito é que tem chulé mesmo. Muitas vezes nós pegamos o pé dele, damos uma fungada e fazemos movimento com a mão de cheiro ruim, falando pra ele “que chulé”. Na maioria das vezes tem chulé mesmo, só pra constar. Ontem ele estava na nossa cama, depois de colocado o pijama, e pegou o crocs. Deu uma cheirada. E fez o movimento de cheiro ruim! Nem preciso dizer que rolaram lágrimas de tanto rir…


Dia T522-Oba, fruta nova!


O Biscoito adora fruta, ou melhor, ama fruta! Praticamente qualquer uma. Claro que existem as campeãs, como manga, banana e tangerina. Mas ele não recusa uma maçã, pêra, uva, caqui, laranja…

Ele também tem o costume/mania de querer comer o que nós temos no nosso prato. Mesmo que ele já tenha acabado de comer, vai querer provar um pouco do que estamos comendo.

Depois que todos comemos ficamos mais um pouco na mesa. Tanto a Mamãe quanto eu já tínhamos terminado, e o Biscoito já tinha comido a sobremesa. Até que ele olhou pro prato da Mamãe e viu algo interessante, novo, que ele nunca tinha provado antes. Não puro, pelo menos.

Ele esticou o braço para pegar. Eu fiz menção de tirar do alcance dele mas a Mamãe disse deixa pra ele aprender. Concordei. Ele colocou na boca e nós ficamos esperando pela careta e ele jogar longe, irritado.

Não teve careta. E não só não teve careta como ele ainda colocou a metade inteira do limão na boca pra chupar. É isso mesmo: um limão!

Não acreditei e peguei a metade que estava no meu prato para provar. Não estava um absurdo de ácido, mas também não dava para dizer que era um limão doce.

Não sobrou muita coisa do limão para contar a história.


Dia T511: Não deixo ninguém pra trás!


Neste domingo recebemos a visita de amigos na nossa nova casa. O Biscoito ainda está descobrindo tudo, principalmente a bagunça, já que nem tudo está no seu devido lugar.

Ele ficou brincando bastante com o Ben, e descobrimos que fixação por vassouras e rodos não são exclusividade do Biscoito. Na hora do jantar, se o Ben pudesse, tenho certeza que cortaria qualquer laço de amizade e contato! O Biscoito pega a comida com a mão, enfia na boca, mastiga, tira, coloca de volta…e se for fruta tira, guarda, pega outro pedaço, tira, coloca o anterior de volta para aproveitar o resto do suco, troca de novo, em suma, faz uma lambança sem tamanho. A cara do Ben ao ver ele fazer isso era algo de outro mundo, bem coisa do tipo meu, o que você está fazendo? Não é assim que se come!

Mas o principal aconteceu na hora em que foram todos embora. Descemos para acompanhar todo mundo até o portão, e ao chegar no térreo o Biscoito disparou na frente de todo mundo. A Mamãe virou pra ele e perguntou cadê o Ben? Vai deixar ele pra trás? Vai buscar ele!

E ele voltou até onde estava o Ben, e gentilmente (#sqn) deu um empurrãozinho para que o Ben andasse. A cada parada que ele dava, um empurrão nas costas. E em momento algum ele deixou o amiguinho para trás!


Dia 327 – O Biscoito, o Cinema e o Restaurante: Uma Cólica Extraordinária


A Mamãe estava doida para ir no cinema assistir um filme, mas com o Biscoito fica meio difícil (a menos que alguém…cof cof Dona Sogra cof cof…fique com ele), pois ir no cinema com um bebê é, acima de tudo, extremamente desrespeitoso com as outras pessoas que estão na sessão! Ele vai chorar, vai ter fome, talvez fique impaciente e queira brincar, enfim um tormento para quem não tem filhos ou simplesmente quer um momento de paz numa sala de cinema.

Aí ela descobriu o CineMaterna. A ideia é simples: sessões de cinema especiais, em horários alternativos, onde mães podem levar seus bebês. E bebês mesmo!! Poucos ali já andavam! E eu falei mães??? Pais também! Eu diria inclusive que a esmagadora maioria dos bebês estava acompanhada de mãe e pai.

As sessões são em sua maioria durante a semana, no período da tarde, o que nos complica a vida já que eu tenho que trabalhar! Mas uma vez por mês fazem uma sessão aos sábados! E ela ocorreu neste sábado, no Shopping Vila Olímpia. Nunca vi um congestionamento tão grande de carrinhos de bebês. Fomos Mamãe, Biscoito, tio Kadu, tia Dedéia, priminho Ben e, claro, eu.

A organização do evento foi impecável ao meu ver. A sala em momento algum fica no escuro total, na área embaixo da tela, que tem um espaço relativamente grande, foram colocados dois trocadores para que ninguém precise sair da sala em caso de urgência, colocaram tapetes de EVA para os bebês brincarem, e montaram um estacionamento para os carrinhos do lado de fora da sala (isso inclusive explica perfeitamente o porquê das sessões serem em horários alternativos e não haver mais nenhuma sessão em nenhuma sala…seria complicado o trânsito de muitas pessoas por ali).

Durante o trailler, demos banana para o Biscoito, então vira e mexe ele dava uns gritos do tipo “acabou o pedaço que estava na minha boca, tem jeito de dar mais uma mordida ou tá difícil?“, que a princípio me deixaram um pouco encabulado pensando no que os outros iam falar. Só que aí lembrei (na verdade meus ouvidos me lembraram) que havia outras dezenas de bebês ali, e todos estavam fazendo a mesma coisa! Em alguns momentos durante o filme parecia haver uma sinfonia com tantos bebês chorando!

Pouco antes do filme começar ele ficou mais chatinho, aí lembramos que a chupeta poderia resolver o problema. Só que ela ficou no carrinho, estacionado lá fora da sala. Acabei indo com ele buscar a dita e voltamos. Ele ficou por cerca de 1/3 do filme pulando do meu colo para o colo da Mamãe, até que o sono começou a bater mais forte e eu desci com ele, para caminhar na parte de baixo da sala. Assim a Mamãe poderia continuar a ver o filme e ter um pouco de descanso.

Eu não era o único aliás. O corredor lateral da sala tinha bastante gente na mesma situação. Ele dormiu rapidinho e eu decidi ficar lá embaixo mesmo, assim não correria o risco dele acordar. Já perto do final voltei pro nosso lugar e, obviamente, ele acordou! Mas aí já estava mais tranquilo.

Ao final da sessão, fomos pra praça de alimentação dar o almoço pros bebês e pensar onde nós almoçaríamos. Decidimos ir num restaurante italiano, onde fomos muito bem recebidos pelo dono/chefe/maître/sócio/sei lá eu o que e fomos pra mesa. Chegou o couvert e começamos a comer. O couvert era pão e um prato com ervas e azeite.

O pão chegou quentinho na mesa, e a titia Dedéia deu um pedacinho pro Ben. Mamãe pensou um pouco, já que o brócolis e a banana que tínhamos levado já tinham sido devorados pelo Biscoito, perguntou o que eu achava, e concordamos em dar uma fatia pra ele.

Não preciso dizer que sequer migalhas ficaram pelo chão, né? Havia banana, brócolis, guardanapo, colher, garfo, mas pão? Nadinha!

Ele chupava o pão como se fosse uma lasanha (espera só ele provar uma de verdade…). Chegou a ficar com um pedaço em cada mão e outro na mesa. Mordia de uma mão, mordia da outra, pegava com a boca o pedaço da mesa, e assim foi até terminar.

Mas claro que tanta delícia cobra seu preço: à noite ele teve uma cólica forte, onde a barriguinha dele ficou até inchada e dura. Chorou bastante e só passou depois que demos remédio.

Mas tenho certeza que ele repetiria a dose mesmo sabendo o que passaria à noite! E nós? Com certeza!!!!!

Ahhhhh….qual era o filme? Já estava quase esquecendo! Foi Extraordinário. Belo filme! Valeu a pena!


Dia 323 – Cuidado com o dedo!


Há mais ou menos um mês o Biscoito teve uma febre, do nada. Depois de algum tempo veio o cocô mole, quase líquido. Todos que já tiveram muito contato com criança disseram “é o dentinho saindo“. E todo pediatra sempre diz que não tem nada a ver. Só que o fato é esse: antes do dente sair quase sempre tem febre e diarréia.

Então achamos o que a sabedoria popular diz: o dentinho estava pra sair. A gengiva estava um pouco mais inchada, e ele começou a coçá-la passando a língua. Aliás, era uma cena hilária ele passando a língua!

Já tem alguns dias que ele não está dormindo direito, e ontem foi jogo duro! Durante a tarde a Mamãe ficou 2 horas tentando fazer ele dormir, o que só aconteceu quando eu cheguei e fiquei com ele um pouco no quarto dele. Dormiu por uma horinha, suficiente para acordar bem, com pilha recarregada e para comer sem muitas reclamações.

Durante o jantar demos dois talos de brócolis e dois palitos de cenoura pra ele ir beliscando entre as colheradas da comida. A Mamãe já havia notado, e eu também percebi que ele estava mastigando tudo de lado.

À noite para dormir foi triste. Fizemos todo o ritual: banho, mamadeira, ficar um pouco no colo na poltrona e berço. Isso começou às 21:30. Era meia noite e eu estava no quarto dele sentado na poltrona com ele dançando no meu colo, depois da Mamãe ter ficado mais de uma hora com ele se movendo pela nossa cama.

Hoje, durante o almoço, a Mamãe viu o porque de toda essa agitação: o dentinho apontou! Não é mais uma marca branca na gengiva, é uma ponta branca pra fora mesmo!

Portanto, a partir de agora, as mordidas dele passaram da fase “que gostosinho” para a “ai, mordeu forte”. Em breve chegará na fase “car****, deixou marca”, e por último a “p*** que p****, tá sangrando”.