Paciência, a maior virtude


A paciência. Ela é essencial agora e sempre. O seu filho vai te tirar do sério, cedo ou tarde. Pode ser cedo com aquele choro incessante sem causa aparente e que você não consegue fazer parar às 3 da manhã no momento em que você está caindo de sono e sequer lembra que está na sua própria casa, ou pode ser tarde quando ele fizer manha no supermercado porque você não quer comprar aquele pacote de bolacha que custa três real. Ou mais tarde ainda quando ele mentir que estava na escola quando na verdade estava passeando no shopping. Bem, neste caso talvez você agradeça que estava no shopping…podia estar num lugar muito, muito pior.

Quando a paciência se esgota você pode ter vontade de pegar o filho e chacoalhar perguntando “o que é que você tem?“, “o que você quer?“, “porque faz isso comigo?“, “o que te deu na cabeça?“. Ou talvez até dar umas palmadas na bunda para aí sim ter motivo para chorar. Acredito que ter vontade de fazer tudo isso é natural, normal, quando a paciência vai embora. E uma hora ela irá! Ah se irá! Não duvide nunca disso! Mas há uma grande, gigantesca, descomunal diferença entre ter vontade e fazer de fato. Mas a linha que separa a vontade das vias de fato é pequena, tênue, quase invisível. É uma linha que não deve ser cruzada, não porque não possa voltar depois. Pode. Mas porque após cruzá-la pode aparecer o arrependimento, o remorso, ou pior: a sensação de que pode voltar a cruzá-la de novo depois.

Quando um bebê chora pode ser por n motivos. Mas uma coisa é preciso ter sempre em mente: há um motivo. E ele (bebê) pode não ser o culpado. Uma criança mimada ficou assim porque os pais (ou parentes) a mimaram. Uma criança medrosa ficou assim porque os medos foram colocados nela por outras pessoas, ou porque os medos que ela tinha não tiveram a atenção devida dos pais. Um bebê é quase como um livro em branco, que os pais vão escrevendo. Cada pequena atitude deles refletirá lá na frente.

Antes de perder a paciência e partir para as vias de fato é necessário pensar que talvez ele esteja agindo assim por algum bom motivo ou mesmo por culpa dos pais. Por ação ou omissão. Perder a paciência vai acontecer. O próximo passo, depende de cada um.

O Biscoito nos tirou do sério umas noites atrás. Ele não parava de chorar. Pegávamos no colo, melhorava, dormia, deitava, acordava 5 minutos depois e voltava a chorar. Tanto a Mamãe quanto eu perdemos a paciência, mas não perdemos a linha pois sabíamos de uma coisa: ele não tinha culpa do que estava acontecendo. Com 2 meses não tem consciência do que está fazendo e muito menos pode nos dizer porque está assim! Nós é que temos que descobrir. Isso faz parte do processo de ser mãe e pai. Nossa obrigação é cuidar dele. Nós abrimos mão de nossas vidas ao decidir ter um filho. Ele passa a ser nossa prioridade número 1. E 2. E 3.

Todo dia uma descoberta. Todo dia uma novidade. Todo dia uma surpresa. E isso é maravilhoso!