A gravidez: montanha russa


Quando descobrimos a gravidez do Gael, depois da alegria inicial (ou desespero inicial, dependendo do ponto de vista), veio uma grande preocupação. Havíamos mudado de plano de saúde recentemente, então estávamos na carência para parto. Começamos a fazer as contas para ver quando seria o nascimento. Se o parto fosse com o tempo previsto para um parto normal, 40 semanas, estaríamos fora do período de carência. O Gael só não poderia querer nascer antes de 32 semanas.

Então veio a segunda preocupação: onde fazer o parto. Com a mudança de plano, e a ideia de esperar um pouco para ter o segundo filho, optamos por um plano mais básico para diminuir custos. E esse plano contava com apenas 6 maternidades na região metropolitana: 4 em São Paulo, 1 em Osasco e 1 em São Caetano do Sul.

O obstetra que fazia o pré-natal disse, ao ver a lista, que num deles ele poderia operar. Uma preocupação a menos. Mesmo com as referências que tínhamos do hospital não sendo boas, precisávamos conhecê-lo. O que acabou acontecendo numa noite em que a Mamãe teve uma crise de pressão alta e fomos para lá. O atendimento foi, por falta de palavra melhor, tenebroso. Decidimos que, definitivamente, nesse hospital o Gael não nasceria.

Nesse meio tempo mudamos de obstetra, pois houve uma quebra de confiança. A Mamãe teve uma crise alérgica muito forte, e pediu para marcar uma consulta com o obstetra, mas ele disse para que procurássemos um especialista. Mesmo que ele não soubesse o que fazer, deveria ter nos recebido para no mínimo nos acalmar.

Fomos na obstetra que fez o parto do nosso afilhado, que nos atendeu muito bem, nos deu muita confiança, mas tinha um problema: não atendia nosso convênio. Teríamos que fazer o resto do pré-natal e o parto no particular. Além do hospital, que não estávamos confiantes nas opções do plano.

Durante outra crise de pressão alta, acabamos indo para o hospital São Luiz, unidade Itaim, que era onde a obstetra atendia. Fomos no particular, na emergência. Foi solicitado que a Mamãe fosse internada, então começamos a buscar por uma opção de hospital. Demos a lista dos hospitais que o convênio cobria para o tesoureiro do São Luiz ajudar a buscar uma vaga (vale um agradecimento a ele: não tinha obrigação alguma de fazer isso. Nos ajudou muito!). Na lista estava o Hospital e Maternidade Sino Brasileiro, em Osasco, que não sabíamos que era da mesma rede do São Luiz. Conseguimos uma vaga para ela lá. Esse hospital se mostrou uma grata surpresa, com instalações boas e ótimo atendimento, e acreditamos que havíamos conseguido o hospital para o parto e que o convênio cobria. Faltava apenas ver se a obstetra poderia fazer o parto lá.

Conversamos com a obstetra, que pediu a lista de hospitais, e viu que havia ali um no qual ela havia trabalhado no início da carreira, e do qual ela gostava muito. Tínhamos mais uma opção! Nós acabamos indo nesse hospital numa crise de enxaqueca que a Mamãe teve, e a parte de emergência dele nos deu um pouco de medo, mas o andar da obstetrícia era um oásis. E decidimos que seria ali mesmo! Bastaria, claro, o Gael não nascer antes do tempo!