Dia 28 – primeira lágrima


Não, não é uma lágrima de tristeza nem de dor. Quer dizer, depende do ponto de vista.

No dia em que o Biscoito fez um mês de vida (mesmo não sendo 30 dias depois), ele também soltou a primeira lágrima. Claro que sob determinado ponto de vista isso não é bom! Ele ter soltado uma lágrima significa que estava chorando, gritando, esperneando porque estava a-com fome; b-com sede; c-com a fralda suja; d-com sono mas não querendo dormir; e-todas as alternativas anteriores.

Isso não é motivo de preocupação, já que é comum os recém-nascidos não soltarem lágrimas até alguns meses de vida. O motivo ainda não é muito conhecido, mas é possível que seja porque os dutos lacrimais ainda não estão totalmente abertos, então mesmo que as glândulas estejam produzindo as lágrimas, elas não tem como chegar até o olho.

A nossa “preocupação” é com a precocidade do Biscoito! Ele já quase consegue firmar os pés e se empurra no trocador! Além de ele sozinho conseguir virar de lado ao dormir.

Sobre o choro encontrei um estudo interessante, feito em conjunto pela Queensland University of Technology (Austrália) e o Riverton Early Parenting Centre, onde 20% dos pais de primeira viagem e 30% dos pais já com experiência têm dúvidas sobre quando pegar o bebê que está chorando. E revelou que 25% dos pais iniciantes e 10% dos “veteranos” acreditam que pegar imediatamente o bebê quando chora pode mimá-lo.

Há um problema que os pais enfrentam, por serem bombardeados por informações de todos os lados, muitos dizendo que tem que deixar o bebê chorar um pouco para não criar um filho manhoso, e o instinto dos pais dizendo para pegar a criança imediatamente. A pesquisadora é taxativa: assim que o bebê chorar, pegue-o! Principalmente nos primeiros 3 meses de vida. Isso é essencial para o bom desenvolvimento emocional e neurológico.

Cada vez mais fico convencido de que o mais importante é sempre o instinto. Temos que esquecer às vezes que somos seres racionais, e parar de pensar um pouco com o cérebro e agir sim com o coração.

Observação: tentei achar links para o estudo em si, mas achei apenas referências em muitos blogs e sites de jornais. A única referência confiável foi a notícia no site da própria Universidade de Queensland. Se achar o estudo, atualizo o texto.