Dia 121 – E o Biscoito começou a ter memória


Neste dia nós fomos ao pediatra levar a filha de um casal de amigos queridos, já que eles não podiam, e a levamos justamente ao Dr. Atra (o pediatra do Biscoito).

No dia anterior havíamos dados as vacinas dos 4 meses, que é o repeteco das vacinas tomadas aos 2. Se houve reação com aquelas, haveria reação com estas obviamente. Demos uma vacina na clínica e três no posto de saúde. A vacina na clínica foi com picada, doeu, mas ele se acalmou rápido. Acredito que tenha sido o susto da vacina com a dor do momento da picada, mas logo ele se acalmou e no carro já estava bem.

Mas no posto…primeiro que demoraram até encontrar a ficha dele. Custava anotar os dados dele e depois preencher a ficha? Aliás, cá entre nós, em pleno século 21 onde um celular é quase tão poderoso quanto um computador utilizar uma ficha em papel, e também um computador? Qual o problema de usar apenas o meio eletrônico? Apenas divago…

Depois de encontrar a ficha, às vacinas. A rotavírus é tranquila, já que é via oral. Claro que metade ele acaba cuspindo, mas a dose já é pensada para isso mesmo. Mas aí vêm as picadas, duas. Uma em cada perna. A mais dolorida, a pentavalente, foi dada sozinha numa perna. Ele chorou. E muito!

A reação não tardou a vir! No mesmo dia, à noite, ele já estava febril e amuado. Demos Tylenol, conforme o Dr. Atra havia receitado, e torcemos para que fizesse efeito.

No dia seguinte as pernas já não doíam e nem estavam inchadas. Mas a febre persistia. Como íamos levar a filha de nossos amigos ao médico, aproveitamos para levar o Biscoito (até porque ele não iria ficar sozinho em casa, não é mesmo?) para ele dar uma olhada, pois a febre não estava dando trégua.

No consultório enquanto Mamãe entrava com a priminha, eu fiquei na recepção tentando dar a mamadeira pro Biscoito. Tentando, pois ele só tomou depois que a esquentamos! Não curte muito mamadeira fria mesmo.

Após a consulta o Dr. Atra pediu para entrar com o Biscoito para ele medir a febre. Na hora que o colocamos na maca, ele não chorou, ele não gritou…ele berrou! Não era um berro de desconforto, mas um berro de medo! Esse som entrou nos nossos ouvidos e até hoje o escutamos. O Dr. Atra não fez nada que nós já não tenhamos feito (e fazemos), que é pegar o termômetro e colocar embaixo do braço dele. Mas temos certeza que o fato de colocá-lo na maca o fez se lembrar das injeções do dia anterior, e então ele ficou apavorado que fosse tomar mais picadas!

Só se acalmou depois que saímos do consultório. Foi algo que se eu e a Mamãe soubéssemos que iria acontecer (a lembrança da vacina) certamente não teríamos pedido para o Dr. Atra medir a temperatura dele na maca. Espero que isso não o tenha marcado, mas teremos que tomar muito cuidado com as próximas vacinas.