Mês: novembro 2017


Dia 279 – Um Quase Acidente


Imaginávamos de várias formas o acontecimento, mas acho que nunca da forma como aconteceu. Tentamos a todo custo evitar, fazendo as coisas sempre da melhor forma possível, mais segura, mais tranquila.

Tudo começou quando chegamos em casa, e o Biscoito estava meio estressado. Acho que muita gente ficou olhando pra ele no shopping, ou o carrinho balançou demais durante o passeio pelos corredores, ou de repente a roupa não estava do agrado dele. Ou quem sabe o carro não estava na temperatura e velocidades corretas na volta pra casa. Não importa muito. Ao chegar resolvemos tirar a roupinha dele, já que estava calor.

E como já íamos preparar o banho, também resolvemos tirar a fralda. Como diriam alguns, big mistake.

Há um amigo que vive dizendo que acidentes aéreos acontecem por uma sequência de falhas que, isoladamente, não são perigosas, mas que juntas geram grandes problemas. Concordo com ele. E deixar o Biscoito como veio ao mundo foi o gran finale para uma sequência de ações.

Ele deu um sinal, um aviso, que não foi levado muito em consideração. Estava brincando com ele no tapete da sala, quando ele soltou um jato de xixi. Não deu nem tempo de pegá-lo e virá-lo para o piso. Quando terminei o movimento acho que ele se assustou e parou de urinar. Devia ter considerado o aviso com mais atenção.

Poucos minutos depois ele começou a se concentrar. Mais um sinal. Ignorado novamente. Só deu tempo de ver alguma coisa saindo das costas dele!

– Amor, deu ruim! – gritei.

Procurei alguma coisa para impedir que ele, o inominado, aquele que não deve ser mencionado, o Grande Cocô, atingisse o tapete. Não achei nada. Não restou alternativa. Taquei a mão para segurar o cocô enquanto a Mamãe pegava ele no colo para corrermos pro banheiro.

Nesse momento agradeci à Santa Marmita, ao Nosso Senhor do Bom Pasto e principalmente ao Dr. Atra por não ter deixado nenhuma restrição alimentar e agora todo o cocô do Biscoito ser bem sólido.

Sempre imaginávamos que nossa primeira experiência cara a cara com o Grande Cocô seria durante uma troca de fraldas. Nunca na sala de casa brincando.

No futuro não vou precisar dizer pra ele, naquele momento de fúria, “me respeita que eu troquei tua fralda”…vou poder dizer “me respeita que eu segurei tua m****”!


Dia 270 – Joelho, canelinha, cabeçada


Que o Biscoito é um tanto quanto preguiçoso nós já sabemos. Que ele é esperto, também. E juntar preguiça com esperteza pode gerar coisas engraçadas, como ele adorar ficar com a perna cruzada, largado no chão, encostado em almofadas, vendo TV. Ou ainda terminar de mamar, expulsar com a boca a mamadeira, e imediatamente fazer biquinho esperando pela chupeta. E se demorar mais do que um segundo em colocar, ele começa a chorar.

Ele já fica de pé sozinho. Se escorando, claro! Não tem força nas pernas e muito menos equilíbrio. E sempre que chegamos perto dele, estica as mãos para pegar nas nossas, sempre uma mão dele em uma mão nossa! Nada de usar as duas mãozinhas para pegar em apenas uma nossa! Para que ele faz isso? Para levantar e andar! Pois é, ele adora andar conosco segurando as mãos dele. Só nossa coluna não curtiu muito. E nem pense em tentar segurar os braços ou pelo sovaco, pois ele vai pegar tua mão e tirar dali!

E ele não anda devagar não!!! Podemos dizer que quase corre quando quer!

Por tudo isso, eu achava que ele ia pular a fase do engatinhar, e ia direto para o andar. Mas me enganei! Ele resolveu que engatinhar pode ser legal, principalmente se não tem ninguém para segurá-lo por perto. Agora todas as barreiras que colocamos para ele não enfiar o cocoruto no chão caso perdesse o equilíbrio não são mais eficientes…ele pode facilmente passar por cima engatinhando. Ou empurrando, o que for mais fácil.

Até hoje a pergunta mais ouvida era “o Biscoito tá sentado?”….agora já deve passar a ser “cadê o Biscoito?”…